Em apenas 15 dias de 2026 já podemos ver a prata superando a marca de valorização de 25% no ano. Sendo que, olhando a janela do último mês, o metal precioso valorizou mais de 40% frente aos 6% de valorização do ouro. O que está acontecendo?

Elenco 3 motivos pelos quais a cotação do ouro e da prata será protagonista em 2026, e esses motivos passam por diversos setores e corroboram de forma conjunta uma demanda avassaladora.
O primeiro e mais simples são os níveis de estoque. Os metais são ativos físicos; eles existem no mundo real e estão estocados em algum lugar do mundo, sejam portos, bolsas de metais ou estoque da indústria. Diferente do ouro, a prata não é só reserva de valor. Ela é insumo crítico para eletrônicos, chips, energia solar, infraestrutura elétrica etc.
Os indicadores divulgados pelas casas que estocam dizem que as reservas de prata nas principais câmaras de Londres (LME) têm caído fortemente, pressionando o mercado físico. Houve retirada persistente de prata livre para negociações ou entrega, reduzindo o estoque disponível em Londres ao redor de níveis apertados. Na China (SHFE), os estoques de prata caíram para mínimos de uma década, outro sinal de que o metal “visível” está sendo drenado rapidamente. Pela lei da oferta e da demanda, quando maior a demanda por um produto escasso, mais o preço dele.
Segundo ponto é o chamado debasement, que de maneira simples significa a perda da confiança dos investidores em moedas fiduciárias, ou mais importante, nos títulos de dívida pública. Essa é uma crise crescente no mundo, e cada vez mais os investidores buscam reduzir sua posição em títulos públicos ou reduzir exposição grande a apenas uma moeda em específico, diversificando o risco.
O resultado direto do debasement é a fuga para chamados ativos reais. Ouro, prata, ímóveis, dentre outros e até mesmo Bitcoin, pela sua estrutura off the grid, sem controle governamental. A demanda pelos ativos financeiros pressiona ainda mais os preços para cima.
O terceiro ponto é a revolução por que estamos passando na indústria de tecnologia e elétrica. A IA é o assunto mais falado nos últimos 4 anos. Para sustentar um mundo em que a inteligência artificial domina, as empresas precisarão de chips mais capazes, mais centros de processamento de dados e mais energia elétrica. Isso traz uma demanda sem precedentes para metais básicos como cobre, prata, estanho, sucata, ferro, aço, dentre outros minerais básicos. As mineradoras não têm a capacidade de entregar tudo o que se estima necessário, o que aumenta a escassez percebida nos metais básicos, e assim consequentemente aumenta o preço dos metais.
Quando colocamos essas três forças lado a lado, estoques fisicamente apertados, perda estrutural de confiança no sistema monetário e uma demanda industrial que cresce mais rápido do que a capacidade de oferta, fica claro que o movimento da prata não é ruído, nem exagero especulativo de curto prazo. Ele é coerente.
Já vimos essa história antes, analisando isoladamente a razão Ouro x Prata, segue ganhando corpo para a prata exatamente como ocorreu em 2010. Naquela época a dívida pública explodia, os juros ficaram negativos e o remédio foi imprimir dinheiro. No gráfico, vemos a linha vermelha fortemente reduzindo a razão Ouro x Prata como ativo de hedge financeiro, por isso o preço sobe mais rápido do que o metal pode ser entregue.

Apesar de soar alarmante, as narrativas justificam uma sociedade moderna; podemos estar vendo uma crise de confiança em breve, mas o sistema deve se reajustar e retomar o crescimento independentemente do que venha a acontecer com os produtos financeiros.
Elenco 3 motivos pelos quais a cotação do ouro e da prata será protagonista em 2026, e esses motivos passam por diversos setores e corroboram de forma conjunta uma demanda avassaladora.
O primeiro e mais simples são os níveis de estoque. Os metais são ativos físicos; eles existem no mundo real e estão estocados em algum lugar do mundo, sejam portos, bolsas de metais ou estoque da indústria. Diferente do ouro, a prata não é só reserva de valor. Ela é insumo crítico para eletrônicos, chips, energia solar, infraestrutura elétrica etc.
Os indicadores divulgados pelas casas que estocam dizem que as reservas de prata nas principais câmaras de Londres (LME) têm caído fortemente, pressionando o mercado físico. Houve retirada persistente de prata livre para negociações ou entrega, reduzindo o estoque disponível em Londres ao redor de níveis apertados. Na China (SHFE), os estoques de prata caíram para mínimos de uma década, outro sinal de que o metal “visível” está sendo drenado rapidamente. Pela lei da oferta e da demanda, quando maior a demanda por um produto escasso, mais o preço dele.
Segundo ponto é o chamado debasement, que de maneira simples significa a perda da confiança dos investidores em moedas fiduciárias, ou mais importante, nos títulos de dívida pública. Essa é uma crise crescente no mundo, e cada vez mais os investidores buscam reduzir sua posição em títulos públicos ou reduzir exposição grande a apenas uma moeda em específico, diversificando o risco.
O resultado direto do debasement é a fuga para chamados ativos reais. Ouro, prata, ímóveis, dentre outros e até mesmo Bitcoin, pela sua estrutura off the grid, sem controle governamental. A demanda pelos ativos financeiros pressiona ainda mais os preços para cima.
O terceiro ponto é a revolução por que estamos passando na indústria de tecnologia e elétrica. A IA é o assunto mais falado nos últimos 4 anos. Para sustentar um mundo em que a inteligência artificial domina, as empresas precisarão de chips mais capazes, mais centros de processamento de dados e mais energia elétrica. Isso traz uma demanda sem precedentes para metais básicos como cobre, prata, estanho, sucata, ferro, aço, dentre outros minerais básicos. As mineradoras não têm a capacidade de entregar tudo o que se estima necessário, o que aumenta a escassez percebida nos metais básicos, e assim consequentemente aumenta o preço dos metais.
Quando colocamos essas três forças lado a lado, estoques fisicamente apertados, perda estrutural de confiança no sistema monetário e uma demanda industrial que cresce mais rápido do que a capacidade de oferta, fica claro que o movimento da prata não é ruído, nem exagero especulativo de curto prazo. Ele é coerente.
Já vimos essa história antes, analisando isoladamente a razão Ouro x Prata, segue ganhando corpo para a prata exatamente como ocorreu em 2010. Naquela época a dívida pública explodia, os juros ficaram negativos e o remédio foi imprimir dinheiro. No gráfico, vemos a linha vermelha fortemente reduzindo a razão Ouro x Prata como ativo de hedge financeiro, por isso o preço sobe mais rápido do que o metal pode ser entregue.
Apesar de soar alarmante, as narrativas justificam uma sociedade moderna; podemos estar vendo uma crise de confiança em breve, mas o sistema deve se reajustar e retomar o crescimento independentemente do que venha a acontecer com os produtos financeiros.
Este é um estudo pessoal e não recomendação de investimento. Negocie pelo seu próprio risco.
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